Profissional de saúde realiza aplicação de toxina botulínica em paciente durante atendimento no Hospital de Base do Distrito Federal | Foto: Ualisson Noronha/IgesDF
Muito além dos procedimentos estéticos, a toxina botulínica, popularmente conhecida como botox, tem transformado a vida de pacientes atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no Distrito Federal. Referência nesse tipo de tratamento, o Hospital de Base realiza cerca de 240 aplicações por mês em pessoas com tremores, espasmos musculares e sequelas neurológicas, contribuindo para a recuperação de movimentos e a melhoria da qualidade de vida.
O procedimento é oferecido gratuitamente e beneficia pacientes com diferentes condições neurológicas que afetam a mobilidade e a autonomia nas atividades do dia a dia.
Tratamento reduz espasmos e melhora a mobilidade
Entre os pacientes atendidos está Darlan Souza Sobrinho, de 44 anos, que convive com sequelas neurológicas desde que foi baleado na cabeça em 2011.
As lesões provocaram aumento involuntário da contração muscular, causando rigidez e dificultando movimentos básicos. Segundo a mãe dele, Maria Gonçalves de Souza, atividades simples passaram a exigir grande esforço físico.
Após iniciar o tratamento com toxina botulínica no Hospital de Base, a família percebeu mudanças significativas na mobilidade e no conforto do paciente.
Aplicação melhora qualidade de vida
De acordo com o neurologista Flávio Faria, a toxina botulínica atua reduzindo a atividade muscular excessiva, sendo indicada para casos de tremores, espasmos, distonias e outras condições associadas a contrações involuntárias.
Embora não elimine a causa da doença, o tratamento contribui para diminuir dores, facilitar movimentos e ampliar a independência dos pacientes.
Segundo o especialista, os efeitos costumam durar cerca de três meses, tornando necessária a realização periódica das aplicações.
Hospital de Base é referência no atendimento
O ambulatório especializado do Hospital de Base é considerado a principal referência da rede pública do Distrito Federal para esse tipo de tratamento.
Entre os beneficiados está também Vilmar Neres de Sousa, que enfrentava espasmos involuntários na região da face e da mandíbula.
Em acompanhamento desde 2020, ele relata melhora significativa após as aplicações, especialmente em atividades como falar e se alimentar.
Como ter acesso ao tratamento
Pacientes que apresentam tremores, espasmos ou outros distúrbios do movimento devem procurar inicialmente uma Unidade Básica de Saúde (UBS) para avaliação médica.
Quando necessário, o encaminhamento é feito para especialistas das áreas de neurologia, fisiatria ou neurocirurgia. Após a indicação clínica, o paciente pode ser direcionado ao ambulatório do Hospital de Base.
A medicação é fornecida gratuitamente pela rede pública por meio das farmácias de alto custo, e a aplicação é realizada por profissionais especializados da unidade hospitalar.
Com informações da Agência Brasília





