Brasília, 21 de fevereiro de 2026
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Política

De olho no arcabouço fiscal, Omar Aziz pede para ficar de fora da CMPI do 8/1

De olho no arcabouço fiscal, Omar Aziz pede para ficar de fora da CMPI do 8/1

Na avaliação de Omar, a presença de representantes de caráter técnico neste processo vai garantir que o Amazonas não tenha nenhuma surpresa desagradável. (Alex Pazuello/Agecom-AM)

Manaus (AM)- De olho na relatoria do arcabouço fiscal, o senador pelo Amazonas, Omar Aziz (PSD), pediu para retirar o nome dele da relação dos indicados do PSD para fazer parte da Comissão Mista Parlamentar de Inquérito (CPMI) de 8 de janeiro.

Conforme divulgação, já é dada como certa a indicação de Omar para ficar como relator do arcabouço fiscal no Congresso Federal.

O texto base do arcabouço foi aprovado nessa terça-feira (23), na Câmara dos deputados, por 372 votos a 108, representando uma grande vitória para o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Omar, que é um dos aliados de Lula, afirmou que não queria protagonismo neste momento, por isso pediu para ter seu nome retirado da CPMI de 8 de janeiro.

Vale ressaltar que, quando houve a proposta para a criação da CPMI, o senador, assim como o governo federal, era contra a instalação de uma comissão para investigar os atos golpistas.

Porém, após divulgações de vídeos que mostraram Gonçalves Dias, comandante do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) de Lula, no dia da invasão ao Três Poderes, “compactuando” com os atos, Lula e Omar começaram a “apoiar” a instalação da CPMI.

“Não sei se vou participar da CPMI, mas espero que ela ajude a esclarecer quem financiou e quem estava por trás dos movimentos golpistas que ocuparam a frente dos quartéis desde o segundo turno até o fatídico 8 de janeiro”, disse Omar na época em que a CMPI foi aprovada.

Braga x Omar

Ao pedir para se retirar da CMPI de 8 de janeiro, Omar abre um impasse com o colega de bancada Eduardo Braga (MDB), que também mostrou interesse em ser relator do arcabouço fiscal.

Nos corredores do Congresso Nacional comenta-se que Braga, assim como Omar, quer ficar de fora do grupo que vai fazer as investigações sobre os atos golpistas. O emedebista estaria insatisfeito com alguns movimentos do Governo Federal no Congresso.

A CMPI do 8 de janeiro vai ser iniciada nesta quinta-feira (25), que terá 32 parlamentares titulares, sendo 16 senadores e 16 deputados, com igual número de suplentes.

FEIFIANE RAMOS- PORTAL AM1*