Brasília, 1 de julho de 2026
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Lula participa de cúpula que deve ampliar integração no Mercosul

Reunião de chefes de Estado também aborda comércio, segurança e investimentos regionais.

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Imagem ilustrativa gerada com auxílio de IA

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa nesta terça-feira (30), em Assunção, no Paraguai, da 68ª Cúpula de Chefes de Estado do Mercosul e Estados Associados. O encontro reúne os líderes dos países integrantes do bloco para discutir medidas voltadas ao fortalecimento da integração regional, do comércio, da agenda social e da cooperação entre as nações sul-americanas.

Entre os principais temas da reunião está a assinatura de um acordo que permitirá o uso da nova Carteira de Identidade Nacional (CIN) como documento válido para entrada nos países do Mercosul e Estados associados.

Nova identidade facilitará viagens entre países

Um dos avanços previstos para a cúpula é o reconhecimento da Carteira de Identidade Nacional (CIN) como documento de viagem entre os países integrantes e associados ao Mercosul.

Também será firmado um protocolo de reconhecimento mútuo de sistemas de identificação e autenticação eletrônica, aproximando plataformas digitais como o Gov.br das soluções adotadas pelos demais países do bloco.

Comércio e integração estão na pauta

Segundo o Palácio do Planalto, o Mercosul reúne 73% do território da América do Sul, cerca de 65% da população da região e responde por aproximadamente 70% do Produto Interno Bruto (PIB) sul-americano.

Em 2025, as exportações brasileiras para os países do bloco alcançaram quase US$ 26 bilhões, o equivalente a 7,5% das vendas externas do país.

O governo também informou que o comércio do Mercosul com o restante do mundo movimentou US$ 757 bilhões. Apenas no primeiro quadrimestre de 2026, a corrente de comércio extrazona somou US$ 247,3 bilhões, alta de 8% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Segurança e investimentos também serão discutidos

Na área de segurança pública, o Brasil apresentará uma proposta de pacto regional para o combate ao feminicídio e à violência contra as mulheres.

A iniciativa integra os esforços para implementação da Estratégia Mercosul contra o Crime Organizado Transnacional, considerada prioritária pelos países da região.

Outro anúncio previsto é o aumento da contribuição brasileira ao Fundo para a Convergência Estrutural do Mercosul (Focem), destinado ao financiamento de projetos de infraestrutura, saneamento, habitação, energia e desenvolvimento social nos países do bloco.

Atualmente, fazem parte do Mercosul como Estados-membros Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, além da Bolívia, em processo de adesão. A Venezuela permanece suspensa, enquanto Chile, Colômbia, Equador, Guiana, Panamá, Peru e Suriname participam como Estados associados.

Com informações da Agência Brasil