Brasília, 19 de maio de 2026
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Teste do pezinho registra mais de 15 mil coletas no DF

Rede pública do Distrito Federal rastreia 62 doenças em recém-nascidos.

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Teste do pezinho já realizou mais de 15,4 mil coletas no DF e rastreia 62 doenças pela rede pública de saúde | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde-DF

O teste do pezinho já contabilizou mais de 15,4 mil coletas no Distrito Federal somente neste ano. O exame, oferecido gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), permite identificar precocemente dezenas de doenças em recém-nascidos e fortalecer o acompanhamento neonatal na rede pública de saúde.

Segundo a Secretaria de Saúde do Distrito Federal, atualmente a triagem neonatal da rede pública rastreia cerca de 62 doenças. Em 2023, o programa ampliou o escopo do teste para incluir doenças lisossomais, imunodeficiência combinada grave (SCID) e atrofia muscular espinhal (AME).

O exame é feito a partir de gotas de sangue coletadas do calcanhar do bebê nos primeiros dias de vida. A realização precoce é considerada essencial porque muitas das doenças rastreadas não apresentam sintomas logo após o nascimento.

De acordo com Victor Araújo, responsável técnico distrital em triagem neonatal da SES-DF, o diagnóstico antecipado permite iniciar intervenções e tratamentos em tempo oportuno, reduzindo impactos futuros na saúde da criança.

Teste do pezinho ajuda no diagnóstico precoce

Segundo a Secretaria de Saúde, a identificação precoce das doenças permite mudanças significativas no desenvolvimento e na qualidade de vida dos bebês diagnosticados.

Victor Araújo afirma que o fluxo de atendimento possibilita diagnosticar, intervir e iniciar tratamentos antes do agravamento dos quadros clínicos. O acompanhamento rápido também contribui para reduzir complicações e ampliar as chances de desenvolvimento saudável.

Além dos benefícios clínicos, a triagem neonatal também auxilia no uso preventivo dos recursos públicos. O diagnóstico antecipado evita agravamentos futuros, reduz internações e diminui custos relacionados a tratamentos tardios.

O programa ainda contribui para diminuir o desgaste emocional enfrentado pelas famílias diante de doenças identificadas apenas em fases mais avançadas.

Rede pública realiza cerca de 4 mil coletas por mês

As amostras analisadas pelo programa são coletadas em unidades da rede pública distribuídas por todas as regiões do Distrito Federal, incluindo hospitais, maternidades, casas de parto e unidades básicas de saúde (UBSs).

Segundo a SES-DF, o sistema recebe, em média, cerca de 4 mil cartões de coleta por mês. A primeira amostra normalmente é realizada entre 24 e 48 horas após o nascimento do bebê.

Recém-nascidos internados em unidades neonatais, como prematuros ou crianças em UTI, seguem protocolos específicos e podem passar por até três coletas em períodos determinados.

Ao chegar ao laboratório, cada amostra recebe um código único que acompanha todo o histórico da criança dentro do sistema, principalmente nos casos em que há necessidade de exames confirmatórios e acompanhamento contínuo.

Famílias podem acompanhar resultados online

Quando há suspeita de alteração nos exames, a equipe de saúde entra em contato com a família e orienta os responsáveis a comparecerem ao Hospital de Apoio de Brasília.

Na unidade, o bebê realiza uma nova coleta para eliminar possíveis fatores pré-analíticos, como falhas na primeira amostra ou problemas no transporte do material, garantindo maior precisão no resultado final.

Desde 2023, os responsáveis pelos recém-nascidos também podem acompanhar a produção do laudo em tempo real por meio de uma plataforma digital disponibilizada pela Secretaria de Saúde.

Segundo Victor Araújo, o acompanhamento dos resultados pelas famílias é fundamental para garantir rapidez nos encaminhamentos e continuidade adequada do tratamento quando necessário.

Com informações da Agência Brasília