Brasília, 29 de maio de 2026
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China lança missão espacial com permanência recorde

País amplia corrida lunar e quer levar astronautas à Lua até 2030.

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Foguete chinês lançando missão espacial tripulada rumo à estação Tiangong | Foto: Maxim Shemetov

A China enviou neste domingo (24) três astronautas para sua estação espacial em uma missão que poderá estabelecer novo recorde de permanência chinesa no espaço. A operação faz parte da estratégia do país para alcançar um pouso tripulado na Lua até 2030 e ampliar sua presença na exploração espacial.

A nave Shenzhou-23 foi lançada às 23h08 no horário local, a partir do Centro de Lançamento de Satélites de Jiuquan, utilizando o foguete Long March-2F Y23.

A missão transporta três astronautas chineses para a estação espacial Tiangong. Um dos integrantes deverá permanecer em órbita por um ano, no que poderá se tornar a missão espacial mais longa já realizada pela China.

China amplia estudos sobre permanência no espaço

Segundo a Agência Espacial Tripulada da China, o objetivo da longa permanência é aprofundar estudos sobre os efeitos da exposição prolongada ao ambiente espacial no corpo humano.

O astronauta que ficará um ano na estação ainda não foi definido oficialmente. A decisão dependerá do andamento da missão e das condições operacionais da Tiangong.

Embora represente um recorde chinês, a permanência ainda ficará abaixo da marca mundial estabelecida em 1995 por um cosmonauta russo, que permaneceu cerca de 14 meses e meio em missão espacial.

A nova operação reforça os investimentos chineses em pesquisas espaciais de longa duração, consideradas essenciais para futuras missões tripuladas à Lua e, posteriormente, a Marte.

Hong Kong participa pela primeira vez

Entre os tripulantes da missão está Li Jiaying, primeiro representante de Hong Kong a integrar uma missão espacial tripulada chinesa.

A tripulação também conta com o comandante Zhu Yangzhu e o piloto Zhang Yuanzhi, ambos ligados à divisão de astronautas do Exército de Libertação Popular da China.

A presença de um astronauta de Hong Kong foi destacada pelas autoridades chinesas como marco simbólico da integração nacional dentro do programa espacial do país.

Corrida espacial com os Estados Unidos se intensifica

O lançamento ocorre em meio à crescente disputa espacial entre China e Estados Unidos pela exploração da Lua.

A Nasa pretende realizar um novo pouso tripulado lunar em 2028, dois anos antes da meta anunciada pela China.

O governo norte-americano afirma que Pequim pretende ampliar presença e influência sobre territórios e recursos lunares, alegações rejeitadas pelas autoridades chinesas.

Enquanto os Estados Unidos trabalham para estabelecer presença permanente na Lua como etapa preparatória para futuras missões a Marte, a China acelera seu programa espacial com missões tripuladas frequentes e expansão da estação Tiangong.

Nos últimos anos, o país realizou quase uma dúzia de missões tripuladas para sua estação espacial, consolidando-se como uma das principais potências da exploração espacial contemporânea.

Com informações da Agência Brasil