Brasília, 25 de fevereiro de 2026
×

Política

Defesa de Moro pede ao STF arquivamento de denúncia contra o senador

Defesa de Moro pede ao STF arquivamento de denúncia contra o senador

Senador Sergio Moro (União Brasil-PR) — Foto: WALLACE MARTINS/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

A defesa do senador Sérgio Moro pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) o arquivamento da denúncia apresentada contra o parlamentar pela Procuradoria-Geral da República.

Em abril, a PGR acionou a Corte contra Moro pelo crime de calúnia, após declaração do senador sobre o ministro Gilmar Mendes. Em um evento social, Moro falou em “comprar um habeas corpus” do magistrado.

Os advogados de Moro também argumentaram que, se o entendimento do Supremo não for pelo arquivamento, o caso deve seguir para as instâncias inferiores da Justiça, uma vez que o suposto crime teria ocorrido antes de Moro assumir o mandato no Senado.

Os advogados de Moro também argumentaram que, se o entendimento do Supremo não for pelo arquivamento, o caso deve seguir para as instâncias inferiores da Justiça, uma vez que o suposto crime teria ocorrido antes de Moro assumir o mandato no Senado.

“O vídeo que originou a autuação do presente processo foi gravado durante uma ‘festa junina’, provavelmente ocorrida em junho ou julho de 2022, e a sua versão editada foi divulgada em abril de 2023, ou seja, muito antes de o acusado [Moro] assumir sua função pública eletiva junto ao Congresso Nacional”, afirmam os advogados.

“A gravação não foi realizada por SÉRGIO MORO, nem a pedido deste. Não foi o ACUSADO que gravou o vídeo, tampouco editou, criou, modificou, divulgou ou propagou a versão falaciosa e descontextualizada das afirmações que chegaram ao conhecimento de Sua Excelência, o Ministro Gilmar Mendes, cujo interesse na apuração do alegado pela Procuradoria-Geral da República na denúncia é também do próprio ACUSADO”, prosseguem.

“Não há nenhuma ligação à sua condição de Parlamentar Federal, integrante do Congresso Nacional, para atrair a alçada dessa Excelsa Corte de Justiça”, completam.

A apresentação da manifestação atende a uma determinação da ministra Cármen Lúcia, relatora do caso.

Para a defesa do senador, “houve uma inversão da realidade para incriminar SÉRGIO MORO e fulminar a sua carreia pública como Senador da República”.Os advogados também argumentaram que não houve crime na conduta de Moro. “SERGIO MORO não atribuiu a responsabilidade de um acontecimento concreto e criminoso ao Ministro Gilmar Mendes. O conceito objetivo do tipo penal resta esvaziado, portanto”, pontuaram.

“Tratou-se de uma fala retirada de contexto e que serviu ao propósito de macular a veracidade dos acontecimentos. Aliás, tão logo esses fatos se tornaram notórios, SÉRGIO MORO foi a público manifestar seu repúdio à conotação insinuada”, completaram.

Caberá à relatora analisar a denúncia e a resposta de Moro para decidir se o processo penal terá prosseguimento.

G1*