Brasília, 9 de maio de 2026
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Economia

Desenrola 2.0 pode ampliar crédito para trabalhadores informais

Programa do governo também deve incluir pessoas com juros altos no cartão.

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Foto: Reprodução

O Desenrola 2.0 poderá beneficiar trabalhadores informais e pessoas que, mesmo sem dívidas em atraso, enfrentam juros elevados em empréstimos e cartões de crédito. A informação foi divulgada nesta quarta-feira (6) pelo ministro Dario Durigan durante entrevista ao programa “Bom Dia, Ministro”.

Segundo o ministro, o governo federal estuda uma nova linha de crédito voltada aos trabalhadores informais, com previsão de lançamento entre o fim de maio e o início de junho. A proposta amplia o alcance do programa, inicialmente criado para pessoas inadimplentes no sistema bancário.

Lançado nesta semana, o Desenrola 2.0 é destinado a brasileiros com renda mensal de até cinco salários mínimos, equivalente a R$ 8.105, que possuem dívidas bancárias em atraso.

O programa contempla renegociação de débitos contratados até 31 de janeiro de 2026 e atrasados entre 90 dias e dois anos, incluindo cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal.

Trabalhadores informais podem ser incluídos

De acordo com o ministro, o governo analisa mecanismos para atender trabalhadores sem renda fixa formal, como autônomos e pequenos comerciantes informais.

A proposta busca criar alternativas para pessoas que não possuem salário recorrente ou comprovação tradicional de renda, mas enfrentam dificuldades de acesso ao crédito no sistema financeiro.

Programa prevê descontos e juros menores

As dívidas renegociadas pelo Desenrola 2.0 poderão ter descontos entre 30% e 90%, além de taxa máxima de juros de 1,99% ao mês.

O prazo para pagamento poderá chegar a 48 meses, com primeira parcela em até 35 dias. O limite da nova dívida renegociada será de até R$ 15 mil por pessoa em cada instituição financeira.

FGTS poderá ser usado para quitar dívidas

O programa também permite a utilização de parte do saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para pagamento parcial ou integral das dívidas.

Segundo as regras divulgadas pelo governo, será possível usar até 20% do saldo da conta do FGTS ou até R$ 1 mil, prevalecendo o valor maior.

Bancos ajustam sistemas para adesão

Instituições financeiras já informaram que devem aderir ao programa, mas ainda aguardam definições operacionais para iniciar efetivamente as renegociações.

Os bancos também realizam adaptações em seus sistemas internos para viabilizar as novas condições previstas pelo governo federal.

Medida busca reduzir endividamento

O objetivo do Desenrola 2.0 é reduzir o endividamento das famílias brasileiras e reorganizar o acesso ao crédito no país. A Medida Provisória que regulamenta o programa foi publicada nesta segunda-feira (4) e já está em vigor.

A expectativa do governo é ampliar a recuperação financeira das famílias e facilitar o acesso a condições de crédito mais sustentáveis.

Com informações do g1