Brasília, 4 de outubro de 2026
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Política

Senado vota na terça proposta que prevê dois dias de folga por semana

PEC também reduz jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, sem redução salarial.

Senado analisará proposta que prevê o fim da escala 6x1 e dois dias de descanso remunerado por semana. | Foto: Carlos Moura/Agência Senado

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, marcou para a próxima terça-feira (6) a análise, em Plenário, da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que prevê o fim da escala 6×1 e a redução da jornada de trabalho.

“O tema, de ampla relevância para a sociedade brasileira, será debatido com responsabilidade, equilíbrio e respeito às diferentes perspectivas envolvidas”, afirmou a assessoria da Presidência do Senado, em nota.

A PEC foi aprovada na Câmara dos Deputados no final de maio e seguiu para o Senado. Na sequência, a base do governo na Casa tentou pautar a análise da proposta, mas Alcolumbre manteve o texto parado. Somente em agosto, encaminhou a matéria à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

Proposta foi aprovada pela CCJ em setembro

No início de setembro, a CCJ aprovou o fim da escala 6×1, mas Alcolumbre não levou o tema ao Plenário. Na ocasião, afirmou que a votação aconteceria após as eleições.

A declaração ocorreu durante sessão deliberativa no Plenário da Casa, no dia 3 de setembro, em resposta a um apelo feito pelo senador Paulo Paim (PT-RS). Paim anunciava sua aposentadoria e cumpre o último mandato parlamentar no Congresso Nacional. O senador gaúcho tem histórico de defesa do tema no Congresso.

“Quero aproveitar essa oportunidade que o senador Paulo Paim está aqui na mesa e veio me dar um abraço, para dizer para vossa excelência e para o Brasil, que vossa excelência estará aqui votando, após as eleições, o fim da escala 6×1 no plenário do Senado Federal”, disse o presidente da Casa.

PEC prevê escala 5×2

A PEC 221 de 2019 acaba com a escala 6×1 ao instituir a obrigatoriedade de dois dias de descanso por semana. A proposta também reduz a jornada de trabalho das atuais 44 horas para 40 horas semanais, sem redução salarial.

O texto permite compensar o sábado ou domingo trabalhados no caso de categorias com jornadas especiais, mas mantém o número de folgas remuneradas em duas por semana, em média, que deverão ser gozadas obrigatoriamente no mesmo mês.

Texto estabelece período de transição

A proposta também estipula uma regra de transição de até 14 meses.

A exceção são os trabalhadores terceirizados da Administração Pública, que terão uma regra de transição diferenciada.

Com informações da Agência Brasil