Torcedores assistem a jogo de futebol enquanto consomem bebidas durante a Copa do Mundo | Fotos: Matheus Oliveira/Agência Saúde
O consumo de bebidas alcoólicas durante os jogos da Copa do Mundo exige atenção, principalmente diante dos dados registrados no Distrito Federal. Entre 2016 e 2025, o álcool esteve relacionado a 52% das ocorrências de intoxicação por abuso de substâncias, segundo informações da Secretaria de Saúde (SES-DF).
Os números também mostram avanço do consumo abusivo entre os moradores da capital. Em 2023, o índice chegou a 25,7%, acima dos 23,5% registrados em 2019.
DF registra aumento do consumo abusivo
Dados do boletim epidemiológico da SES-DF sobre o consumo de álcool entre adultos mostram que o Distrito Federal ocupou, em 2023, a segunda posição entre as capitais brasileiras com maior índice de ingestão abusiva.
Com taxa de 25,7%, o DF ficou atrás apenas de Salvador, que registrou 28,9%.
Entre os homens, o consumo abusivo chegou a 31,9% em 2023. Os menores índices foram registrados durante a pandemia, com 30,8% em 2020 e 29,7% em 2021. Entre as mulheres, a taxa alcançou 20,5% em 2023.
Excesso de álcool pode afetar vários órgãos
O consumo exagerado de bebidas alcoólicas pode provocar danos em diferentes partes do organismo, atingindo os sistemas digestivo e circulatório.
Entre os principais riscos estão inflamação do pâncreas, lesões no fígado, alterações nos níveis de glicose e maior probabilidade de hipertensão, arritmias, acidente vascular cerebral (AVC) e infarto.
Segundo o Ministério da Saúde, não existe um padrão de consumo de álcool considerado totalmente seguro ou livre de riscos.
A enfermeira Melquia da Cunha Lima, da Gerência de Vigilância de Doenças e Agravos Não Transmissíveis e Promoção da Saúde, também alerta para os riscos no trânsito.
“O Ministério da Saúde aponta, ainda, que dirigir sob a influência de álcool é fator de risco para 27% de todos os acidentes rodoviários, o que afeta não apenas a pessoa que ingeriu a bebida, mas também outros motoristas, passageiros e pedestres”, afirmou.
Hidratação e alimentação ajudam a reduzir riscos
A maneira mais segura de evitar os danos provocados pelo álcool é não consumir bebidas alcoólicas. Para quem optar pela ingestão, algumas medidas podem reduzir os efeitos imediatos.
A orientação é beber lentamente, consumir pequenas quantidades e intercalar as doses com água ou outras bebidas sem álcool. Manter a alimentação e a hidratação também é fundamental.
“Quando falamos em uso moderado, a orientação é espaçar a ingestão e consumir o álcool em pequenas quantidades, sempre bebendo devagar e intercalando com água ou outras opções não alcoólicas”, explicou Camila Damasceno, referência técnica de Medicina de Família e Comunidade da SES-DF.
A especialista orienta procurar atendimento médico quando a pessoa apresentar vômitos persistentes, perda de consciência, prostração intensa ou dificuldade para responder a estímulos.
Com informações da Agência Brasília





