Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
O dólar voltou a subir nesta quinta-feira (16) e encerrou o dia cotado a R$ 5,098, refletindo o fortalecimento da moeda norte-americana no mercado internacional e os impactos da confirmação de tarifas dos Estados Unidos sobre parte das exportações brasileiras. No mesmo cenário, a bolsa brasileira caiu 1,24%, enquanto o petróleo fechou em baixa.
Os mercados financeiros foram influenciados pela cautela dos investidores diante do ambiente externo, marcado por indicadores econômicos dos Estados Unidos, tensões no Oriente Médio e preocupações com os efeitos do tarifaço sobre a economia brasileira.
Dólar é impulsionado pelo cenário externo
O dólar comercial fechou vendido a R$ 5,098, com alta de 0,40%. Durante o pregão, a moeda chegou a atingir R$ 5,11, mas perdeu parte da força nas últimas horas de negociação. Mesmo com a valorização desta quinta-feira, a divisa acumula queda de 7,12% em 2026.
O avanço foi impulsionado por dados da economia norte-americana que reforçaram a expectativa de manutenção dos juros em níveis elevados nos Estados Unidos. Os pedidos semanais de auxílio-desemprego somaram 208 mil, abaixo da previsão de 217 mil, enquanto as vendas no varejo cresceram 0,2% em junho.
No mercado doméstico, investidores também repercutiram a confirmação da tarifa adicional de 25% aplicada pelos Estados Unidos sobre parte dos produtos brasileiros. Apesar de a lista de exceções ter sido maior do que a prevista, a medida elevou a cautela em relação aos possíveis impactos sobre as exportações e o fluxo cambial.
Ibovespa acompanha queda das bolsas
O Ibovespa encerrou o pregão aos 173.825,27 pontos, com recuo de 1,24%, acompanhando o desempenho negativo das bolsas norte-americanas.
Com a queda desta sessão, o principal índice da B3 acumula perdas de 2,27% na semana, mas ainda registra alta de 7,88% no acumulado de 2026.
Além do cenário internacional, pesaram sobre o mercado as incertezas envolvendo os efeitos do tarifaço dos Estados Unidos e uma eventual resposta do governo brasileiro por meio da Lei da Reciprocidade.
As ações da Petrobras recuaram acompanhando a queda dos preços do petróleo. Papéis de mineradoras também encerraram o dia em baixa, influenciados pela desvalorização do minério de ferro.
Petróleo recua apesar das tensões
Os preços internacionais do petróleo fecharam em queda, mesmo diante do aumento das tensões no Oriente Médio e da volatilidade registrada ao longo do dia.
O barril do tipo Brent encerrou cotado a US$ 84,23, com recuo de 0,85%. Já o petróleo WTI terminou o pregão a US$ 78,95, registrando queda de 0,82%.
O mercado acompanhou novas ameaças dos houthis, no Iêmen, contra instalações petrolíferas da Arábia Saudita e os riscos de interrupções nas rotas marítimas do Mar Vermelho e do Estreito de Ormuz, consideradas estratégicas para o transporte global de petróleo.
Apesar da queda nesta sessão, investidores seguem monitorando possíveis impactos sobre a oferta mundial da commodity, fator que mantém elevado o prêmio de risco geopolítico incorporado aos preços.
Com informações da Agência Brasil





