Foto: Rosinei Coutinho/STF
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta terça-feira (16) que a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro apresente esclarecimentos em até 24 horas sobre uma arma de fogo de sua propriedade apreendida durante uma blitz da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), realizada na noite de segunda-feira (15), em Taguatinga.
A determinação ocorre enquanto Bolsonaro cumpre prisão domiciliar humanitária em Brasília. Segundo a decisão, o armamento foi encontrado durante a abordagem a um veículo Honda Civic em um bloqueio policial no Pistão Norte, quando o motorista informou ser servidor do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) e afirmou que a pistola pertencia ao ex-presidente.
Arma foi encontrada durante abordagem
De acordo com os registros da ocorrência, além da pistola Glock calibre 9 milímetros, os policiais localizaram um carregador sobressalente. O motorista foi conduzido a uma delegacia para prestar esclarecimentos sobre a posse e o transporte da arma.
Em depoimento, ele afirmou que havia retirado o armamento no próprio dia 15 para realizar um reparo após uma pane. Segundo sua versão, a arma seria devolvida ao ex-presidente no dia seguinte.
Moraes questiona manutenção do armamento
Na decisão, Alexandre de Moraes solicita que a defesa explique por que Bolsonaro mantinha uma arma de fogo em sua residência acompanhada de carregador adicional. O ministro também pede esclarecimentos sobre a necessidade de encaminhar o armamento para reparo às vésperas do encerramento do período de 90 dias concedido para o cumprimento da prisão domiciliar humanitária.
Além disso, Moraes determinou que o tenente-coronel Allenson Nascimento Lopes, comandante do 19º Batalhão da PMDF, informe se a determinação judicial para revista dos veículos que deixam a residência do ex-presidente está sendo cumprida integralmente, incluindo carros oficiais utilizados em sua segurança.
Regime domiciliar e condenação
Antes da autorização para cumprir prisão domiciliar, Bolsonaro estava detido no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, localizado no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília.
O ex-presidente foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão no processo relacionado à trama golpista. A decisão que concedeu a prisão domiciliar levou em consideração questões humanitárias e seu estado de saúde após internação para tratamento de pneumonia bacteriana.
Com informações da Agência Brasil





