Brasília, 19 de junho de 2026
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Cuidados com idosos no frio exigem atenção para evitar complicações

Baixas temperaturas aumentam riscos de doenças respiratórias e cardiovasculares na terceira idade.

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Os cuidados com idosos no frio devem ser reforçados durante os meses de temperaturas mais baixas, período em que aumentam os casos de infecções respiratórias e complicações de saúde. Especialistas alertam que a população idosa está entre as mais vulneráveis aos efeitos do frio devido às mudanças naturais do organismo relacionadas ao envelhecimento.

Segundo Larissa de Freitas Oliveira, referência técnica distrital em geriatria da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF), doenças como gripe, covid-19, pneumonia, asma e bronquite tendem a se tornar mais frequentes nesta época do ano, exigindo atenção especial de familiares e cuidadores.

Frio aumenta riscos à saúde dos idosos

Com o avanço da idade, o organismo perde parte da capacidade de regular a temperatura corporal. A redução da massa muscular, do tecido subcutâneo e as alterações na circulação sanguínea dificultam a produção e a conservação do calor, tornando os idosos mais sensíveis às baixas temperaturas.

Além do desconforto térmico, o frio provoca a contração dos vasos sanguíneos, fenômeno conhecido como vasoconstrição. Esse processo pode elevar a pressão arterial e aumentar a sobrecarga sobre o coração.

De acordo com a especialista, diversos estudos apontam uma relação entre temperaturas mais baixas e o aumento da ocorrência de eventos cardiovasculares, como infarto agudo do miocárdio e acidente vascular cerebral (AVC).

A aposentada Maria Clara da Silva Faria, de 88 anos, é um exemplo de quem adotou medidas preventivas para atravessar o inverno com mais segurança. Com o apoio da filha, Maria do Rosário Borges, a rotina passou a incluir maior exposição ao sol, incentivo à hidratação e aumento do consumo de frutas cítricas.

Hidratação e proteção fazem diferença

Entre as principais recomendações estão o uso de roupas adequadas em camadas, meias, cobertores e a manutenção dos ambientes protegidos de correntes de ar, especialmente durante a noite e nas primeiras horas da manhã.

A alimentação equilibrada e a ingestão regular de líquidos também são fundamentais. Mesmo em dias frios, a hidratação deve ser incentivada, já que muitos idosos apresentam redução da sensação de sede.

A baixa ingestão de água pode contribuir para problemas como tonturas, quedas de pressão, confusão mental, constipação, infecções urinárias e agravamento da função renal. Por isso, familiares e cuidadores devem observar sinais como boca seca, diminuição do volume urinário, urina escura, sonolência ou alterações no estado geral.

Sinais que exigem avaliação médica

A orientação é procurar atendimento médico diante de sintomas como falta de ar, dificuldade para respirar, febre persistente, tosse intensa, dor no peito, palpitações, tontura, desmaios, confusão mental ou sinais de desidratação.

Larissa de Freitas Oliveira destaca que, entre os idosos, infecções nem sempre se manifestam por meio da febre. Em muitos casos, os primeiros sinais aparecem como prostração, perda de apetite, fraqueza ou mudanças comportamentais.

Diante disso, qualquer alteração repentina no estado habitual da pessoa idosa deve ser observada com atenção para permitir diagnóstico e tratamento precoces, reduzindo os riscos de complicações durante os períodos de frio intenso.

Com informações da Agência Brasília