Brasília, 9 de outubro de 2026
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Economia

Dólar fecha abaixo de R$ 5 e Ibovespa alcança novo recorde histórico

Moeda norte-americana acumula queda de 4,44% na semana, enquanto a Bolsa brasileira avança 8,82%.

Dólar encerrou a sexta-feira abaixo de R$ 5, enquanto o Ibovespa atingiu novo recorde histórico acima dos 209 mil pontos. | Foto: Imagem ilustrativa gerada por IA

O dólar encerrou esta sexta-feira (9) em queda, permanecendo abaixo de R$ 5 pelo segundo pregão consecutivo. Ao mesmo tempo, a Bolsa brasileira registrou novos recordes históricos, em uma semana marcada pela valorização do real e pelo avanço do mercado acionário após o primeiro turno das eleições.

A moeda norte-americana recuou aproximadamente 0,8% no dia e acumulou desvalorização superior a 4% na semana. Já o Ibovespa avançou cerca de 1,4% na sessão, encerrando acima dos 209 mil pontos.

No cenário internacional, os preços do petróleo também subiram, com o barril do tipo Brent permanecendo acima de US$ 100.

Confira os principais indicadores do mercado nesta sexta-feira:

  • Dólar comercial: R$ 4,985 (-0,78%);
  • Dólar na semana: queda de 4,44%;
  • Ibovespa: 209.066,90 pontos (+1,38%);
  • Ibovespa na semana: alta de 8,82%;
  • Petróleo Brent: US$ 104,72 por barril (+0,42%);
  • Petróleo WTI: US$ 91,85 por barril (+0,39%).

Dólar acumula queda de 9,18% no ano

O dólar comercial à vista terminou o pregão cotado a R$ 4,985, após registrar desvalorização de 0,78%. Durante a sessão, por volta das 13h, a moeda chegou a atingir R$ 4,977.

Na primeira semana após o primeiro turno das eleições brasileiras, a divisa perdeu 4,44% de seu valor em relação ao real. Considerando o desempenho acumulado desde o início do ano, a desvalorização chega a 9,18%.

O recuo ocorreu em um contexto de fortalecimento das moedas de países emergentes e de expectativas dos investidores sobre os desdobramentos do cenário político brasileiro, especialmente após a divulgação de pesquisas eleitorais.

Outro indicador acompanhado pelo mercado foi a inflação oficial do país.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) apresentou alta de 0,82% em setembro. No acumulado de 12 meses, a inflação atingiu 4,58%.

No mercado externo, o índice DXY, que acompanha o desempenho do dólar diante de uma cesta de seis moedas fortes, registrava valorização de 0,08% em uma das cotações divulgadas durante a tarde.

Ibovespa supera 209 mil pontos e renova máxima histórica

O Ibovespa, principal indicador da Bolsa brasileira, encerrou a sexta-feira com valorização de 1,38%, alcançando 209.066,90 pontos e estabelecendo um novo recorde de fechamento.

Durante as negociações, o índice chegou a atingir 209.713,45 pontos, também renovando sua máxima histórica intradiária.

Ao longo da semana, a Bolsa acumulou valorização de 8,82%, impulsionada pela entrada de investimentos no mercado acionário brasileiro e pelas expectativas relacionadas ao cenário eleitoral e às perspectivas para a política econômica a partir de 2027.

Nos Estados Unidos, as bolsas de Nova York também terminaram a sessão em alta.

O índice S&P 500, que reúne 500 das maiores empresas norte-americanas, avançou 0,60%. Os investidores acompanharam as expectativas para a divulgação dos resultados corporativos do terceiro trimestre e os próximos indicadores de inflação da economia norte-americana.

Petróleo Brent fecha acima de US$ 104

Os contratos futuros de petróleo encerraram o pregão desta sexta-feira em alta, diante das preocupações dos investidores com possíveis interrupções no fornecimento global.

As tensões no Oriente Médio e os efeitos de condições climáticas adversas sobre a produção nos Estados Unidos estiveram entre os fatores acompanhados pelo mercado.

O petróleo Brent para entrega em dezembro, utilizado como referência nas negociações internacionais, subiu 0,42% e terminou cotado a US$ 104,72 por barril.

Já o petróleo WTI para novembro, referência nos Estados Unidos, registrou valorização de 0,39%, encerrando a US$ 91,85 por barril.

No acumulado da semana, o Brent avançou 2,41%, enquanto o WTI apresentou alta de 0,81%.

Tensões internacionais influenciam preços do petróleo

As cotações foram sustentadas pelas preocupações relacionadas à oferta mundial de petróleo, em meio ao conflito no Oriente Médio e a relatos de incidentes em rotas consideradas estratégicas para o transporte da commodity.

Nos Estados Unidos, a passagem do furacão Isaias também provocou a interrupção de parte da produção no Golfo do México.

A paralisação temporária das atividades ampliou as preocupações dos investidores sobre o abastecimento e contribuiu para manter os preços internacionais em alta.

Com informações da Agência Brasil