Brasília, 24 de setembro de 2026
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Lula diz que ONU vive momento mais crítico e cobra reação às guerras

Presidente afirmou que credibilidade da organização “nunca esteve tão baixa” durante discurso na Assembleia Geral.

Imagem ilustrativa gerada por IA

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta terça-feira (22) que a Organização das Nações Unidas (ONU) atravessa seu momento mais crítico desde 2003, ano em que discursou pela primeira vez na Assembleia Geral como presidente do Brasil.

Durante a abertura do debate geral da 81ª Assembleia Geral da ONU, em Nova York, Lula criticou a atuação da organização diante dos conflitos internacionais e afirmou que sua capacidade de proteger populações vulneráveis diminuiu.

“A ONU está falhando em uma de suas missões mais elevadas: a de livrar a humanidade do flagelo da guerra. Sua credibilidade nunca esteve tão baixa”, declarou.

O presidente também disse que iniciou o pronunciamento movido por um sentimento de “indignação” diante do atual cenário internacional.

“A capacidade da ONU de proteger os mais vulneráveis, os que não têm exércitos nem arsenais, nunca foi tão pequena”, afirmou.

Lula critica Conselho de Segurança da ONU

Em seu discurso, Lula lembrou que esta foi a décima vez em que abriu o debate geral da Assembleia e voltou a direcionar críticas ao funcionamento do Conselho de Segurança.

“Somos todos reféns do imobilismo de um Conselho de Segurança que não cumpre o seu papel”, afirmou o presidente.

Lula também mencionou uma posição apresentada pelo Brasil ainda em 1946 sobre os possíveis efeitos do direito de veto concedido aos membros permanentes do Conselho de Segurança.

Segundo o presidente, o mecanismo concedeu às grandes potências o “privilégio da insensatez”.

O debate geral da 81ª Assembleia ocorre entre os dias 22 e 28 de setembro e reúne representantes dos 193 Estados-membros da organização.

Presidente se reuniu com Guterres antes do discurso

Antes de discursar, Lula se reuniu com o secretário-geral da ONU, António Guterres.

O presidente brasileiro subiu à tribuna no início da sessão. O Brasil tradicionalmente abre o debate geral da Assembleia, seguido pelo país anfitrião, os Estados Unidos.

Na segunda-feira (21), já em Nova York, Lula também se reuniu com o presidente do Uruguai, Yamandú Orsi, com o prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, e com o senador norte-americano Bernie Sanders.

Após cumprir a agenda na Assembleia Geral, Lula deve deixar Nova York ainda nesta terça-feira. O embarque está previsto para 13h50 no horário local, 14h50 no horário de Brasília, com chegada à capital federal prevista para as 23h40.

Com informações da Agência Brasil