Brasília, 8 de julho de 2026
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Política

Pix Pensão avança no Congresso e aguarda sanção presidencial

Projeto cria débito automático para parcelas e prevê bloqueio de contas em caso de atraso.

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O Senado aprovou nesta terça-feira (7) o projeto que permite o pagamento automático de pensão alimentícia por meio do Pix. Conhecida como “Pix Pensão”, a proposta já passou pela Câmara dos Deputados e agora segue para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Pelo texto, o valor mensal poderá ser transferido automaticamente para a conta do beneficiário. O mecanismo poderá ser solicitado em qualquer fase do cumprimento da sentença judicial.

Pix Pensão busca reduzir atrasos

O projeto é de autoria da deputada Tabata Amaral e teve como relatora no Senado a senadora Ana Paula Lobato. A proposta busca aumentar a segurança e a regularidade dos pagamentos, além de reduzir a inadimplência e os conflitos judiciais.

“Trata-se de solução simples, objetiva e compatível com a natureza urgente da obrigação alimentar”, afirmou Ana Paula Lobato no parecer.

Segundo a senadora, a automatização também pode diminuir litígios relacionados ao não pagamento das parcelas.

Ordem judicial definirá dados do pagamento

Quando o juiz determinar o pagamento da pensão alimentícia, deverão ser informados os dados necessários para a transferência automática.

A definição incluirá o valor mensal, o período de duração da obrigação, as contas de débito e crédito e os critérios para atualização das parcelas.

Segundo a autora da proposta, a automatização permitirá maior controle e transparência sobre as transações financeiras.

Falta de saldo pode levar a bloqueio de contas

Atualmente, a pensão alimentícia pode ser descontada diretamente do salário do devedor. Quando não há vínculo formal de emprego, porém, o beneficiário pode precisar recorrer à Justiça diante da falta de pagamento.

Pelo projeto aprovado, se não houver saldo suficiente na conta indicada, outras contas do responsável pelo pagamento poderão ser bloqueadas até o limite da parcela em atraso.

No caso de empresário individual, bens também poderão ficar indisponíveis e ser convertidos em penhora se a inadimplência continuar.

Com a aprovação no Senado e a passagem anterior pela Câmara dos Deputados, o projeto aguarda agora a decisão presidencial para entrar em vigor.

Com informações da Agência Brasil